quarta-feira, 4 de maio de 2011
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O que é que eu tenho com o Haiti, se ele não é aqui.
Estou ainda sob o impacto do terremoto que destruiu o povo haitiano.
Quando se inicia um novo ano, somos naturalmente acometidos por um curioso desejo pelo novo, pelo diferente, pela esperança de que tudo vai estar bem melhor. Ainda vivendo o clima das comemorações pela chegada de 2010, somos surpreendidos por esta tragédia que, por força da tecnologia, parece que foi aqui do lado da nossa casa. O meu sentimento inicial foi de perplexidade, não só diante das cenas aterrorizantes, mas, principalmente pela constatação do quanto aquele povo estava abandonado a ponto de não terem uma forma de se protegerem e, na condição que vive o país, sofrerem inclusive pela difícil condição do país para receber ajuda. Parece até que foi preciso acontecer o cismo para que o mundo olhasse para os abandonados, empobrecidos principalmente pela miséria de consciência social e política dos governantes. O fato parece abrir nossos olhos para o quanto vulneráveis estamos neste mundo, porque além das calaminades naturais provocadas pela natureza revoltada com o descuido diante das questões ambientais, estamos a mercê de políticos que não estão nem aí para as necessidades do povo. Querem mesmo é manter cheios os seus "cofres" pessoais.
Neste momento lembro-me de um poema que Afonso Romano SantAnna publicou nos anos 80, que infelizmente continua atual no nosso país. Ele fala da mentira.
" Mentiram-me.
Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e almacompletamente.
e mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
Mentem sobretudo impunemente.
Não mentem tristes,
alegremente mentem.
Mentem tão racionalmente
que acho que mentindo história a fora
vão enganar a morte eternamente.
Mentem, mentem e calam
...
Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura,
mas não se chega á verdade pela mentira
nem a democracia pela ditadura
...
Mentem, mentem caricaturalmente.
mentem como a careca mente ao pente,
mentem como a dentadura mente ao dente,
mentem como a carroça á besta em frente,
mentem como a doença ao doente,
mentem como o espelho transparente
...
Mentem partidariamente,
mentem incrivelmente,
mentem tropicalmente,
mentem hereditariamente,
mentem, mentem e de tanto mentir tão bravamente
constróem um país de mentiras diariamente."
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
mar e sol
domingo, 13 de dezembro de 2009
Dormindo com o inimigo no Ano Novo
Esta semana, no feriado do dia 8, resolvi fazer a famosa faxina de final de ano no guarda roupa.
Esta semana, no feriado do dia 8, resolvi fazer a famosa faxina de final de ano no guarda roupa.
Entrei no quarto como quem dá início a um grande ritual de desapropriação. Mas, não uma desapropriação forçada, mas, aquela perfeitamente consciente do momento, da necessidade do desapego daquilo que está ocupando lugar sem nenhuma utilidade. Decidida, de posse de várias caixinhas organizadoras, novos cabides e várias sacolas para separar as peças das quais iria me desfazer, iniciei o trabalho. Tudo muito bem pensado: o que serviria para alguém mais próximo ainda usar, o que deveria ser doado, o que poderia ser transformado ( tentativa de evitar o desperdídio e manter o mínimo de cuidado ambiental) e, finalmente, o que não daria mais para aproveitar e o destino seria mesmo o lixo.
Pessoal, a tarefa foi árdua, não que eu seja nuito apegada aos bens materiais, no entanto, aquelas coisinhas que, para os outros, podem parecer insignificantes, são as que dão mais trabalho para nos desfazermos. Aquela caixinha dada por uma amiga há séculos, já quase sem cor, aquele cartão que te emocionou ao receber, uma caixa de óculos velha e quebrada, mas, que pertenceu ao meu pai...essas são peças difíceis da gente se desapegar. No entanto, foi para mim um exercício para o desapego material, uma oportunidade de reflexão para a real representatividade desses objetos, que, na verdade, já estão bem guardados no meu cantinho da saudade e, lá, eles não ocupam um lugar no mundo físico e sim, no mundo afetivo.
No final da arrumação, meu guarda roupa dava gosto de ver. Tudo organizadinho, cada caixinha cheia de outras caixinhas, os cabides organizados pela cor, começando pelas roupas claras, como aconselha a especialista "Constança Pascolato". Cada vez que abro o guarda roupa tenho a sensação de que estou "dormindo com o inimigo", lembrando o filme que tinha este nome. Um casal cujo marido era maníaco por arrumação e todos os armários da casa eram criteriosamente organizados,por tamanhos, cores, formas, mas, neste caso, tratava-se de doença. Entretanto, vou confessar, a arrumação ficou tão bem feita que estou quase "dormindo com o inimigo". Todavia, tenho certeza que será por muito pouco tempo. Daqui há alguns dias, o guarda roupa já estará certamente com os cabides fora de ordem, as caixinhas fora do lugar e, eu, bem apressada procurando algo que não sei onde foi parar. Ainda bem!! Ano que vem arrumo tudo de novo.
sábado, 12 de dezembro de 2009

Chegou o Natal!
Já é quase natal. Estou aqui preparando mensagem para confraternização com amigas. Não está sendo muito fácil fazê-la em meio ao momento nostálgico que a data me remete. Por ser uma data de encontro familiar, as perdas de pessoas queridas deixam espaços insubstituíveis, que parecem deixar turvas as luzes do Natal. Armei o meu pequeno presépio, coloquei na porta o lindo anjo que Magadã me presenteou há dois anos,mas, parece faltar alguma coisa que por mais que eu procure, não vou encontrar porque está lá num cantinho escondido recheado de saudade. Entretanto, é natal, está no calendário, não tem como negar. Em poucos dias estaremos celebrando a presença de Jesus entre nós. Este ano, Lúcia, Márcia e Ana Luíza se juntarão a nós nesta celebração. Que bom!!!
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